sábado, 5 de janeiro de 2013

O medo

O blog ficou parado por um longo período, mas decidi assim do nada mesmo retomar as atividades do blog UHAHAHA. A matéria de retorno é uma coisa básica o que devemos saber sobre essa reação corporal tão normal no nosso cotidiano que é o MEDO.

Let´s go

O medo (introdução)

Me perguntam o que é o medo por sua essência, uma coisa tão comum e muitas pessoas desconhecem essa simples reação.

O que é?

É uma reação do nosso corpo quando estamos em situações de perigo, ameaça física ou psicológica, uma descarga de adrenalina e hormônios que faz os batimentos cardíacos acelerarem, pupilas ficarem dilatadas entre outras reações.
A escala em grau do medo pode ser dividido em duas partes o pavor total no máximo, e no mínimo uma simples ansiedade.
O medo pode se tornar uma doença a Fobia que é o caso extremo de medo de um objeto ou coisa, por exemplo eu tenho uma fobia quase inexplicável de bonecos de ventriloco Ò_Ó, não consigo olhar aqueles bonecos e pensar ''que coisa linda que coisa adorável'' como a maioria das pessoas, talvez essa fobia se tornou mesmo uma fobia depois que assisti um filme chamado ''silencio mortal''.

Esse filme me trás algumas lembranças ruins, também um clássico do cinema de terror o famoso boneco chuck (não precisa de imagem para vocês lembrarem né). Chega de falar de mim e continuemos.
Existem vários nomes de fobias como:

Aracnofobia: medo de aranhas;
Bacilofobia: medo de bactérias ;
Cacorrafiofobia: medo de fracasso ou falhar;

Alguns exemplos bem práticos da Fobia, mas existem algumas fobias que chegam beirar o absurdo:

Afobia: que é o medo de não ter fobias o.O
Ambulofobia: medo de andar (viu mãe não é preguiça é ambulofobia kkk)
Anempfobia: Medo de ventos

Alguns exemplos de fobias absurdos de uma lista imensa.

Origens
O medo pode ser gerado por algum grande trauma que uma criança pode ter sofrido, como assistir mesmo que por acidente, ver uma cena de um filme de terror com muito sangue, e acabar gerando um adulto com medo excessivo de sangue. Poder acabar se tornando um adulto psicologicamente estável.

O medo pode ser provocado em qualquer pessoa, umas mais e umas menos, eu não sou facilmente assustado nos dias de hoje, mas na minha época de infância qualquer coisa me assustava, tanto que filmes clássicos do terror acabei os assistindo apenas a poucos meses.
Se você for estável ao medo, não tenha vergonha, talvez com a vida você caro leitor, a superar seus medos.
Enfrente seus medos talvez aprender com seus medos.

Luiz Guilherme

terça-feira, 2 de outubro de 2012

O ônibus



 Eu nunca me senti completa. Nunca estive satisfeita. Mas também nunca me interessei em fazer algo para mudar. Quando Robert, meu esposo não estava comigo, o que cuidava da minha ansiedade era passear com Billy. E ainda evitava que ele fizesse suas necessidades pela casa obviamente.
Eu fazia esse passeio pelas redondezas toda madrugada. Pelo menos até aquele dia. Eram 1 e 45 da manha, um babaca freou bem em cima de nós, por pouco não nos acertou. Apesar do susto o que mexeu comigo não foi isso, e sim aquele ônibus verde que apareceu. Lotado de passageiros, o motorista com cabelo milimetricamente penteado, com um sorriso que parecia sugar toda minha coragem. Ele estacionou, abriu a porta da frente e desceu.
- Está na hora de vir conosco Clarisse.
Ele disse com um tom acolhedor e ao mesmo tempo frio. Eu não entendia como ele sabia meu nome, nem porque passara por ali, já que havia nenhuma linha de ônibus nessa rua. Entre o medo, a desconfiança e a curiosidade, tudo que pude responder foi:
- Não, obrigado.
Virei-me e voltei para casa. Meu marido já havia chegado.
- Onde você estava amor?
- Fui passear com o cachorro.
- A essa hora de novo amor? Amor? Ei!
- Desculpe.
- O que foi?
- Robert, qual linha de ônibus passa na rua aqui em frente a nossa casa?
- Nenhuma amor. Faz quatro anos que moramos aqui e nunca passou sequer um ônibus, e caso alguma linha fosse criada aqui, acho que saberíamos. Por quê?
- Um ônibus parou pra mim hoje. E o motorista sabia o meu nome.
- O que? Como assim?
- Eu também não sei.
- Olha amor, você anda muito estressada com os preparativos do nosso casamento, ainda decidiu parar com seu remédio para ansiedade.
- Você está dizendo que eu sou louca? Eu não vi coisa. Era um ônibus, um ônibus de verdade.
- Não estou dizendo que não era amor. Apenas durma um pouco, descanse. Amanha vai perceber que pode ter sido algo da sua cabeça.
Fui-me deitar furiosa, mas sem admitir que o que ele disse fazia mais sentido. E realmente, acordei no dia seguinte mais leve e feliz por saber que finalmente seria o dia de escolher o vestido.
O olhar das moças do ateliê eram os juízes da minha escolha. Se eu escolhesse um que fizesse os olhos de todas elas brilharem, esse era o certo.
- O que é isso no seu nariz Clarisse?
Uma senhora me questionou com espanto.
- O que?
Minha calma e leveza foram embora quando levei as mãos ao rosto e percebi que o sangue escorria pelo meu nariz. Senti-me sufocada. Precisava de ar e por isso corri para fora da loja. Lá fora estava ele me esperando. Aquele mesmo ônibus. Os mesmos passageiros. E o mesmo motorista parado na porta com seu sorriso.
- Eu não posso esperar mais Clarisse. É hora de vir conosco.
- Não! Você não vai me levar!
Naquele momento tudo fez sentido. Talvez aquele carro... Aquele carro não "quase" me acertou. Aquele carro me atropelou. É isso. Estou morta, não me resta nada a não ser me entregar. Mas agora não, agora eu tenho tudo. Vou me casar. Não posso abandonar tudo isso. E não vou! Voltei para dentro da loja.
- Moça, chame a policia, por favor!
- O que houve minha jovem?
- Aquele homem está me perseguindo!
- Quem?
- Aquele dentro do onib...
Era até óbvio. O ônibus não estava mais lá.
- Menina, sente-se. O que aconteceu? Seu nariz está sangrando.
Aquela gentil senhora limpava meu rosto e eu sequer podia sentir suas mãos. A imagem do ônibus, aquele sorriso macabro, nada daquilo deixava minha mente a sós por sequer um segundo. Acho melhor ir pra casa. Um banho deve esfriar minha cabeça.
A água fria pelo meu corpo me dava uma falsa sensação de alívio. Saí do banho e fui me secar. Meu cachorro me olhava quase implorando para passear.
- Desculpe Billy, você sabe quem está lá fora esperando por mim.
Será que esse seria o meu destino? Presa dentro de casa, com medo de um ônibus que sequer existe. Presa na dúvida. A vida é minha e ninguém pode me tomar. Pela primeira vez eu não senti medo. Eu estava pronta pra enfrentar tudo aquilo. Eu não podia fugir mais. O medo deu lugar à confiança. Aprontei Billy, pus um casaco e saí. Já era tarde mesmo, quase duas da manha. Depois de uma pequena caminhada, lá estava ele me esperando. Vi o ônibus fazer uma curva e vir até a mim. Ele estacionou e como sempre, o motorista desceu.
- Clarisse, não seja egoísta, você não é a única aqui. Você tem que vir conosco.
- Não, eu não vou!
- Você tem certeza?
- Tenho!
Eu gritava tão determinada que não percebi que Billy escapava das minhas mãos e entrava no ônibus.
- Não Billy, vem cá! Devolva meu cachorro!
- Não posso Clarisse, foi ele quem escolheu.
Eu não sabia se devia continuar e deixa-lo, eu o amava demais. Mas manti minha posição.
- Eu não vou! Essa é a minha vida eu escolho!
- Não Clarisse... Essa não é a sua vida. É a vida que você poderia ter tido...
O homem voltou para seu banco, fechou a porta e foi embora. Acho que agora sim, está tudo resolvido. Nunca mais verei aquele maldito ônibus. Sinto-me mais leve, porém de um jeito estranho. Toda aquela preocupação e ansiedade se foram, agora eu só vejo uma luz. Uma luz intensa. Finalmente eu acho que terei paz.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

The cave - análise


Aqui vai minha primeira análise de um filme para o blog!!!!




Título no Brasil: A Caverna
Título Original: The Cave
País de Origem: EUA
Gênero: Terror/Ação
Tempo de Duração: 97 min. 
Ano de Lançamento: 2005
Estúdio/Distrib.: Screen Gems
Direção: Bruce Hunt

Elenco: Cole Hauser (Jack McAllister); Lena Headey (Kathryn Jannings); Morris Chestnut (Top Buchanan); Eddie Cibrian (Tyler McAllister); Daniel Dae Kim (Alex Kim); Rick Ravanello (Briggs); Piper Perabo (Charlie); Kieran Darcy-Smith (Strode); Vlad Radescu (Dr. Bacovia). [+]

Sinopse: Na vasta floresta romena, um grupo de cientistas tropeça nas ruínas de uma Abadia do século XIII. Numa inspecção posterior, eles fazem uma descoberta surpreendente - a Abadia está construída sobre a entrada de um sistema de cavernas subterrâneas gigante. Os biólogos locais acreditam que pode existir um ecossitema por descobrir no interior da carverna, por isso contratam um grupo de exploradores americanos para os ajudar a investigar. Mas o que eles encontram nas cavernas não é só um novo ecossistema...

Apesar de saber, já pela capa, que seria um filme ruim, sempre alimentei uma estranha vontade de assistir A Caverna. Talvez por que muita gente confunde com Abismo do Medo? Talvez por lembrar o poster de O Ataque dos Vermes Malditos? Não sei, mas nada muda o fato de que o filme seja fraquinho, como a maioria das misturas dos gêneros ação e terror. O filme já não conta comum elenco notável (a não ser que você conte o Cole Hauser, que já trabalhou em Eclipse Mortal), a história, bem, a história é bem típica. Aliás, vou me corrigir. A trama é bem clichê mesmo. Um grupo de cientista/pesquisadores fazem uma descoberta, mandam uma equipe para coletar mais dados/investigar, ficam presos e tudo dá errado, pois não estão sozinhos. Francamente, esse resumo pode ser usado para simplificar muitos filmes de terror. A Caverna já começa com um grupo azarado que, em plena Guerra Fria, encontra o lugar mas acabam presos após um desmoronamento. Em seguida, um salto de trinta anos. O que aconteceu com o primeiro grupo? Um dos mistérios não tão misteriosos do longa, pois rapidamente é possível chegar a conclusão antes de ser revelada.

Alguns lugares jamais deveriam ser descobertos.
Com sequências de pouca luz, e passagens estreitas, com certeza um claustrofóbico vai conseguir sentir a tensão e o suspense de A Caverna. Aliás, os elementos subsolo e água são bem combinados para criar esse habitat hostil para humanos. Um dos poucos pontos positivos do filme, admito. O visual da caverna é bem bacana, apesar de não ser surpreendente. O que me lembra da inacreditável vitalidade do grupo. O pessoal foge dos monstrengos, escala, passa horas nadando e mergulhando, fazem pouquíssimas e rápidas paradas, e continuam com o mesmo pique. Tipo, eles estão numa caverna que permaneceu muito tempo lacrada. A quantidade de gases e minérios dispersos no ar deveriam dificultar a respiração, sem contar a umidade e o fato deles estarem na Romênia. No mínimo, a água deveria estar geladíssima. São alguns detalhes que põem a prova a credibilidade de um filme.

Bicho simpático...
A Caverna trabalha mais com a ação do que com o terror propriamente dito, aliás, eu acredito que suspense seria um gênero mais apropriado, mas só por ter monstros monstruosos fazendo monstruosidades de monstros já classificam como terror. Não quero fazer spoilers, mas usam tantos clichês que até mesmo utilizaram o famoso recurso do "cara infectado". isso tem relação com as criaturas que habitam aquele hades? Tem. Porém, não é regra que só por haver um agente biológico mutacional que é preciso ter o "cara infectado". Uma das poucas coisas que fogem dessa linha de previsibilidade é que o negro sobrevive, o que qualquer pessoa que assiste bastante filmes de horror sabe que é incomum em produções estadunidenses. Enfim, previsível em vários momentos, e nos demais nada surpreendente. O que mantém o espectador é apenas uma coisa: a curiosidade em saber se todos vão morrer de uma vez ou vão conseguir escapar. O restante é menos interessante.

Atuar pra quê? Basta fazer careta.
Os efeitos não são ruins. Houve toda uma preocupação com a estética do filme, porém, o que faltou foi um bom enredo. As criaturas estão muito legais, a caverna (como já disse) muito bem trabalhada... Mas faltou história. Botar um grupo dentro de um lugar mortal e mostrar eles tentando sair não é o suficiente, um monte de títulos já fizeram isso, claro que com locais e número de pessoas diferentes. Mas entrou no modele e não trabalhou o restante, o filme fica fraco. A Caverna é um filme ruim, não é péssimo, mas é ruim. Não tinha muito potencial, ainda fizeram um enredo clichê, com diálogos e tensões típicas,  e não aproveitaram totalmente o ambiente em que a história se passa. Poderiam ter feito um filme menos iluminado, ter exibido menos os monstros e explorarem o psicológico dos personagens. Um terror bem hollywoodiano que não fará nenhuma diferença se visto ou não.

Nota (0-10): 4 (pelo visual)

Trailer

Para uma criança, um monstro pode ser real


Estava vagando pelo site Bloody Disgusting e acebei vendo a imagem de um coelho estranho, aí decidi clicar para conferir o que era e assisti o vídeo abaixo. Pelo que entendi, o vídeo foi feito por um grupo finlandês chamado Fragile Childhood que busca conscientizar e também acender uma discussão sobre como pais alcoólatras podem afetar seus filhos. Além de interessante, o vídeo também é assustador. Confira:



Creepypasta - Bob Esponja


Ótimo vídeo do canal Click no Play. Uma fantástica Creepypasta sobre os 7 Pedaços Capitais, cada um caracterizado por um personagem do desenho Bob Esponja.

domingo, 30 de setembro de 2012

The Rake

Durante o verão de 2003, eventos no nordeste dos EUA envolvendo uma estranha criatura humanoide apareceu na mídia local antes de um grande apagão. Pouca ou nenhuma informação foi deixada intacta, e a maioria das informações na Internet sobre a criatura foi destruída misteriosamente.

Ela aconteceu primeiramente na parte rural do estado de nova York, auto proclamadas testemunhas contaram suas historias sobre seus encontros com a criatura de origem desconhecida. Alguns estavam TERRIVELMENTE AMEDRONTADOS enquanto outros tinham uma curiosidade que somente era encontrada em crianças. Seus depoimentos não estão mais disponíveis, porem muitas pessoas envolvidas ainda procuram respostas sobre o Rake e sobre os acontecimentos daquele ano.


No inicio de 2006, ao final da investigação encontraram quase 2 dúzias de documentos entre os séculos 12 e hoje em dia, em 4 continentes. Em quase todos os casos as historia era praticamente idêntica. Eu estive em contato com um membro do grupo de investigação e fui capaz de obter algumas partes de seu livro que será lançado brevemente

Nota de suicídio: 1964

"Enquanto me preparo para tirar minha própria vida, sinto que é necessário escrever para amenizar a dor e a culpa que sinto. Não é culpa de ninguém alem dele. Assim que acordei eu senti sua presença. E assim que acordei eu vi sua forma. Uma vez que acordei novamente eu escutei sua voz, e olhei em seus olhos. Eu não posso dormir sem medo da próxima experiência que terei quando acordar. Eu nunca mais posso acordar. Adeus."

Foi encontrado uma caixa de madeira onde haviam 2 envelopes vazios adereçados a William e Rose, e uma carta pessoal sem envelope:

"Querida Linnie,

Eu tenho rezado por você. Ele falou seu Nome."

Trecho de um jornal (traduzido do espanhol): 1880

"Eu experimentei o maior TERROR. Eu experimentei o maior TERROR. Eu experimentei o maior TERROR. Eu vejo seus olhos quando fecho os meus. Eles são vazios. Negros. Eles me viram. Sua mão molhada. Eu não vou dormir. Sua voz...(parte ilegível)"

Diário do capitão: 1691

"Ele veio a mim durante meu sono. Do pé da minha cama eu tive uma sensação. Nos devemos voltar para a Inglaterra. Nos não devemos voltar aqui a pedido do RAKE."

Depoimento de uma testemunha: 2006

"Três anos atrás, eu havia retornado de uma viagem até as cataratas do Niágara com minha família no 4 de julho. Nos estávamos todos exaustos apos um longo dia dirigindo, então meu marido e eu pusemos as crianças direto para a cama.

Por volta das 4 da manha, eu acordei achando que meu marido acordara para usar o banheiro. Nesse momento me levantei e o acordei no processo. Me desculpei e disse a ele que eu pensava que ele havia saído da cama. Quando ele se virou para mim, ele ofegou e puxou seus pés do fim da cama tão rápido que quase me derrubou da cama. Ele me agarrou e nada disse.
Quando meus olhos se acostumaram ao escuro, eu fui capaz de ver o que causou essa reação nele. No pé da cama, sentado e nos olhando, estava o que parecia um homem pelado, ou um grande cachorro sem pelo. Seu corpo estava contorcido de um jeito perturbador e desnatural, como se ele tivesse sido atropelado ou coisa parecida. Por alguma razão eu nao estava instantaneamente com medo dele, mas com pena de sua condição. A essa altura eu estava achando que nós deveríamos ajudá-lo

Meu marido estava em posição fetal, ocasionalmente olhando para mim e depois para a criatura

Em um movimento agitado a criatura cambaleou em volta da cama, chegando a ficar a uma distancia de 1 pé de meu marido. A criatura estava completamente silenciosa por uns 30 segundos (ou talvez uns 5 segundos, mas pareceu 30) olhando para meu marido. A criatura pôs sua mão em seu joelho e correu em direção ao corredor, indo em direção ao quarto das crianças. Eu gritei e corri para o interruptor, planejando pará-lo antes que ele machucasse as crianças. Quando cheguei no corredor a luz do quarto era o bastante para vê-lo a uns 20 pés de distancia. Ele se virou para mim e me olhou diretamente, coberto de sangue. Eu liguei a luz do corredor e vi minha filha Clara em suas presas.

A criatura descia as escadas enquanto eu e meu marido corríamos desesperadamente para salvar nossa filha. Vendo que não escaparia carregando o peso de nossa filha, ele a deixou e fugiu. Ela estava gravemente ferida e disse somente uma frase em sua pequena vida. Ela disse: "Ele é o RAKE".

Meu marido caiu no lago enquanto levava nossa filha ao hospital. Ele não sobreviveu.

Como era uma cidade pequena, a noticia se espalhou rapidamente. A policia foi de grande ajuda no começo, e o jornal local ficou bastante interessado também. Entretanto, a historia nunca foi publicada, e a TV local nunca mostrou a notícia.

Por vários meses, eu e meu filho Justin ficamos em um hotel perto da casa dos meus pais. Depois de decidir voltar para casa, comecei a procurar respostas sozinha. Eventualmente encontrei um homem na cidade seguinte que tinha uma historia parecida com a minha. Nos nos contatamos e começamos a falar sobre nossas experiências. Ele conhecia mais 2 outras pessoas em nova York que haviam visto a criatura chamada de RAKE.

Todos nós precisamos de 2 anos de procura de material na Internet e cartas para conseguir juntar uma pequena porção do que acreditávamos ser aparições do RAKE. Nenhuma das informações nos deu nenhum detalhe, história ou pista. Um jornal tinha um artigo falando sobre ele nas 3 primeiras paginas, mas depois disso, nunca mais o mencionaram de novo. Um diário de capitão não explicou nada sobre o encontro, apenas falando que o RAKE mandou eles irem embora. Aquela era a ultima parte do diário.

Nós descobrimos, entretanto que a criatura visita a pessoa VARIAS vezes. Ele também se comunicava com varias pessoas, incluindo minha filha. Isso nos levou a pensar se o RAKE havia nos visitado alguma vez desde nosso ultimo encontro.

Eu pus um gravador do lado da minha cama e o deixei gravando enquanto dormia, todas as noites, por 2 semanas. Checava todos os sons do meu quarto, de mim rolando na cama, todo dia que eu acordava. No final da ultima semana, eu já estava meio que acostumada com o som que eu fazia enquanto dormia, até que escutei o mesmo som, só que 8 vezes mais rápido que o normal (Ainda era quase 1:00).

No primeiro dia da 3º semana, pensei ter escutado algo diferente. O que eu ouvi era uma voz estridente... Era o RAKE. Não consigo escutar aquilo tempo o bastante para descrevê-la, e ainda não deixei ninguém escutar a gravação. Tudo que eu sei é que já escutei isso antes, e acredito que era exatamente o que falava enquanto estava ao lado de meu marido. Eu não me lembro de escutar nada na hora, mas por alguma razão, a voz no gravador automaticamente me lembra aquele momento.

Os pensamentos que devem ter passado pela mente de minha filha naquela noite me deixam muito frustrada.

Eu não vi mais o RAKE desde que ele arruinou a minha vida, mas sei que ele está no meu quarto enquanto eu durmo. E temo que uma noite eu acordarei e verei ele me observando."

.gif